Sabará sempre foi um berço de folia carnavalesca. Mas com a globalização a cidade se transformou em sociedade do carnaval. Qualquer hora acontece. Quando você menos espera, aparece uns camaradas transvestidos, alguns bem produzidos, outros com a camisola velha de suas primas. Parece um ritual, iniciado em qualquer casebre. Nunca se sabe de onde vem, quando e porque. Só se sabe ir atrás do carro que parece lançar felicidade ao kilo.
Um lugar onde se pensar, onde se ouvir, mudar, trocar, transformar, reter, desjungir, se livrar e ser livre.
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dois
Estou em um dia par. Em um dia duplo. Em um dia de dois.
Não é o que está passando pela sua cabeça.
Estou na segunda parte do dia.
Estou no segundo dia após uma grande festa.
Estou com duplo sentido em relação a isso.
Estou a dois dias dos meus 22 anos.
Duas felicidades e duas preocupações.
Uma anula a outra.
É a hora que chego em mais um dia insosso.
Dividido em dois sentimentos apenas.
A vontade de um auto concentração em algo com sentido.
E a vontade de ter duas alegrias no peito.
A minha e a de uma outra metade.
Acho que estou na metade da minha vida.
Uma metade em preto e branco.
Que precisa de um complemento color.
hora livre, hora livro
Acostumado ao designio das pernas doces,
Não me acalentava com sensações libertas,
Realidade que me entorpece,
Mas não é inventada.
Por hora, ver-se-á o frio de dentro para fora,
Que gera algo de carater estranho.
Será que sim? Pode acontecer de ser simples os tortuosos caminhos das escolhas?
Aberto a ponto de ser encorajador
Jogue uma e jogue tudo
Realidade ou não, nada mais tenro
Que um abraço em seu sopro
E um beijo em seu assovio
Doravante
Escrevo-te de outra vida, pois estou morto de desgosto.
O papel é de matéria extraterrena, pois não existem mais árvores.
O papel está colado na parede, em branco, para uma emergência.
Escrevo-te com as pontas dos dedos, como se tocasse piano.
Cada letra é uma nota silenciosa, as suas junções são campos harmônicos.
Decidem o bem querer, a desilusão e a distância feliz.
Não existo mais. O que vê é a sombra do que sempre quis e nunca acreditou.
A felicidade é o que você não entende.
Escrevo-te imóvel, pois o frio de meu peito, congelou o resto de meu corpo.
Cabisbaixos, meus olhos pingam pelo que é cinza.
Não mais respiro, pois só sentia o odor de sua alegria.
A poeira esverdeada sobe em minhas narinas como formigas se protegendo da chuva.
Nada mais tenho. O que acha em minha antiga morada, deve ser comido pelas traças.
Se lhe perguntarem quem eu fui, diga que não me conheceu, pois esta é a verdade.
Não chore agora, causam náuseas em passeios gramáticos.
A democracia é virtual, só ela agora, consegue fazer-te ouvidos.
Pense bem em querer remeter essas linhas, pois as respostas que deseja estão nas suas.
Tenha paciência para repertir este contato, irá fazei-lo pelo resto da vida.
Só cresceu o que plantaram em você, nunca mordidas revigorantes lhe antenaram.
Escrevo-te mais uma vez, da morte, porque agora sei o que acontece.
Não procure sossego em um palheiro.
E não pense que não irá olhar em minhas retinas. Porque você não percebe minha morte.
Escrevo-te quase implodindo de constança, porque agora conheço o valor de uma tempestade.
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Viver é como praticar boulder. Precisa da força, da mente e da alma. Sobe, mas nem sempre o objetivo é alcançar o cume. Necessita de calma com o corpo, calma com a alma. Viver carece de estar agarrado, firme e seguro.
eu, o gosto e todo o resto
Eu gosto de trailers.
É como uma nova obra, um reflexo por de trás da luz. Se mal feito, o filme perde sentido antes da hora, se bem feito o filme ganho atributos fora da cena.
Eu gosto de liberdade. O tempo todo. Nada mais me convém senão meus passos.
Gosto de mudar. Mudar de rosto, de cabelo, minhas expressões, meus sorrisos, meus pulos, minhas danças. Mas que tudo mude por si só. Natural, pois assim, me sinto representado pelo meu corpo.
Gosto mais do que deveria de músicas. Gosto de ouvi-las através da alma, dos cheiros, dos sabores, das cores dos toques e das texturas.
Passo uma manhã com trailers, pela liberdade e vontade de mudar pela não mudança. Gosto de fazer filmes, de criar, de escrever e principalmente de pensar.
Gosto de passar a maior parte do mundo rindo e feliz.
Gosto de transmitir segurança e confiança. Gosto de ser confiável.
Gosto de simplicidade. Gostaria de ser mais simples. Gostaria de voar.
Sair por ai sempre que preciso, sem precisar de aguardar o relógio.
Gosto de passar tempo com minha familia, com meus amores. Gosto de amar o tempo todo.
Gosto do som dos pássaros e dos finais de semana. Gosto de fotografias. São minha vida. Guardam coisas do jeitinho único e especial. Sem nada poder alterá-las ou ferí-las por raiva ou por desprezo. Não conseguem machucar as fotografias.
Não gosto de machucar nada nem ninguém.
Eu gosto de acreditar. Gosto de me empolgar com tudo.
Gosto te ter esperança e de desacreditar no real.
Gosto de pensar em campos, amores e sossego.
Eu gosto de filmes.
É como uma nova obra, um reflexo por de trás da luz. Se mal feito, o filme perde sentido antes da hora, se bem feito o filme ganho atributos fora da cena.
Eu gosto de liberdade. O tempo todo. Nada mais me convém senão meus passos.
Gosto de mudar. Mudar de rosto, de cabelo, minhas expressões, meus sorrisos, meus pulos, minhas danças. Mas que tudo mude por si só. Natural, pois assim, me sinto representado pelo meu corpo.
Gosto mais do que deveria de músicas. Gosto de ouvi-las através da alma, dos cheiros, dos sabores, das cores dos toques e das texturas.
Passo uma manhã com trailers, pela liberdade e vontade de mudar pela não mudança. Gosto de fazer filmes, de criar, de escrever e principalmente de pensar.
Gosto de passar a maior parte do mundo rindo e feliz.
Gosto de transmitir segurança e confiança. Gosto de ser confiável.
Gosto de simplicidade. Gostaria de ser mais simples. Gostaria de voar.
Sair por ai sempre que preciso, sem precisar de aguardar o relógio.
Gosto de passar tempo com minha familia, com meus amores. Gosto de amar o tempo todo.
Gosto do som dos pássaros e dos finais de semana. Gosto de fotografias. São minha vida. Guardam coisas do jeitinho único e especial. Sem nada poder alterá-las ou ferí-las por raiva ou por desprezo. Não conseguem machucar as fotografias.
Não gosto de machucar nada nem ninguém.
Eu gosto de acreditar. Gosto de me empolgar com tudo.
Gosto te ter esperança e de desacreditar no real.
Gosto de pensar em campos, amores e sossego.
Eu gosto de filmes.
Diversão
Solução? Talvez... O que interessa mesmo é a parte em que todos os clichês passam despercebidos e a alegria toma a mente. Sem problemas, sem limites.
Este foi mais um desses finais de semana. Tudo foi bom, os problemas não existiram (exceto os que eu mesmo causei). No sábado, cobri o show do Celavi e da estreante consciente coletivo (me convidaram na "lata" para dar uma palhinha, que encarei na "lata" fazendo música divertida e improvisada), em um momento cultural realizado pela secretaria de educação de Sabará. Após muitas fotos, vídeos e cervejas, fui para casa tomar banho e me preparar para o jantar na casa da Mari (embora estivesse muito afim de ir para BH).
Os bons encontros estão me acompanhando ultimamente e, logo, a caminho do jantar, encontrei Natan, companheiro de Muse e outros rocks, que me lembrou do aniversário da "A Obra" bar dançante "B" de BH. E ai minha noite teve outros rumos, muita música boa e gente interessante. Mas como disse anteriomente, o problema aconteceu. Fiquei chapado demais e perdi momentos "raros", que não me voltam de jeito nenhum! Eles não ficaram nas fotos, na mente e nem no celular (este ficou por lá mesmo, depois de sete anos, foi-se embora o último dos TDMAs!). Alguém muito massa anotou o endereço deste bar, talvez um bom resquício desta noite muito boa, porém intocável pela memória.
Uma história sobre viajens e amizades
Acaba quando ainda nem começou,
Comer aqui, tem gosto de mar,
E outro mar de maré tenra,
Tem me esperado,
Teima montanhas,
Montantes amigos,
Entre o tempo do lado ao outro lado
Eurapo, uma senhora velha,
Afundada em suas glórias e conquistas,
De sentimento frio, de pouco amores.
Um senhorio Brasilis,
Com tantos calcanhares de Aquiles,
E dono das solas dos teus pés
Começa o que não acaba,
A cada um, vários,
Várridos rios, recortes,
Barbas e bigodes,
Europa me ensina sobre a saudademas
Não a conhece mesmo depois de anostal senhora
Insiste em explorar aqueles
Que atravessam oceanos
Por hoje quero que minha pátria me abracesentir teu calor,
perder-me em teu sorrisoesquecer
tuas injustiçascelebrar teu povo
Golas curtas em frios,
Rostos sem brios,
Listas e botões,
Sabores de sim e nões
dores e laboresamores
caídos em solo auriverdepecados
alimentados pelo horror
Volto porém,
Aquem, sempre fico,
Rico de viagens,
Andei com minhas mentes,
Sem sair dos meus pés.
Comer aqui, tem gosto de mar,
E outro mar de maré tenra,
Tem me esperado,
Teima montanhas,
Montantes amigos,
Entre o tempo do lado ao outro lado
Eurapo, uma senhora velha,
Afundada em suas glórias e conquistas,
De sentimento frio, de pouco amores.
Um senhorio Brasilis,
Com tantos calcanhares de Aquiles,
E dono das solas dos teus pés
Começa o que não acaba,
A cada um, vários,
Várridos rios, recortes,
Barbas e bigodes,
Europa me ensina sobre a saudademas
Não a conhece mesmo depois de anostal senhora
Insiste em explorar aqueles
Que atravessam oceanos
Por hoje quero que minha pátria me abracesentir teu calor,
perder-me em teu sorrisoesquecer
tuas injustiçascelebrar teu povo
Golas curtas em frios,
Rostos sem brios,
Listas e botões,
Sabores de sim e nões
dores e laboresamores
caídos em solo auriverdepecados
alimentados pelo horror
Volto porém,
Aquem, sempre fico,
Rico de viagens,
Andei com minhas mentes,
Sem sair dos meus pés.
Intercâmbio poético por João Rafael e Lucas Pereira
Brasil/Portugal
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