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um poema

Fico aqui pois
Meu corpo não te aquece

Minha aspera e seca pele te arranha

Meu gosto não te satisfaz

Meu cabelo não atrai suas mãos

A saudade apenas me ataca


As lembranças se restringirão a mim

Você não suportará os nossos laços

Sou pequeno e suado

Tenho perfumes naturais

Sou a roupa do corpo


Não me aceite

Me deixe

Eu preciso ainda me aceitar

Para evitar que você vá


Por tudo que é

Ainda mostro

E o amor vai ficar

cena "foda" de closer

os que não são nossos



A saudade, sentimento abrasileirado, apimentado e tingido, tem me causado muitas disfunções. Sentimos fora de hora, fora de cena, fora do contemporâneo e erronêamente fora até do ciclo de pessoas que nos são queridas. Confundo ao me amalgamar aos conceitos de saudade e de pessoas queridas. Ora, afinal, se sinto saudades, logo são queridas estas pessoas. Como posso sentir aquilo que ainda não vi, ou que jamais vivi... Ou simplesmente idealizei. Sou um sonhador, um invencionista utópico, tentando criar interpretações para um possível vida feliz, um mundo quase fantástico. Pessoas que quando caio no infeliz real, percebo que nem ao menos aprendi sobre os seus gostos básicos, seus interesses ou até mesmo se fui assunto interessante para elas. Vale apena sentir este real? Prefiro a ilusão de grandes amores, maravilhosas pessoas, sonhos calorosos. As fotos de um juventude que esteve longe de mim e ainda assim, creio em uma aproximação um dia desses e ser também, tema contagiante para essas imagens, desconhecidas mas verdadeiramente empolgantes, vivas. A saudade é cor clara, que nos ofusca sempre, as vezes rigida como um punhal, as vezes refrescante como uma gelatina. Sinto vontade de morder a saudade, agarrá-la pelos dentes e fazer dela um guia feroz para o outro lado: o reencontro, a satisfação, o amor novo. Ela é como um mutante que ao te contaminar, cria tentáculos que ao corte de um, cria-se o dobro. O irreal se faz presente mais que o real. O real não te deixa saudades, apenas aprendizados, as vezes magoas e infinitas ligas siamesas de afeto tenro. O incrível, é que a saudade irreal, imaginária, não para de crescer, de me consumir, de me enganar, de me fazer sacrificar gloriosos minutos, apenas refletindo porque não estou lá e cá, bem e bem quisto.

quem sabe....quem sabe.....

Ah minha querida e doce Normélia...Esperei tanto tempo para encontrá-la...Será que é agora o nosso momento? Sérá que toda sinuosa purpurina musical, cairá e colorirá nosso romance? Normélia, quem irá entender essa paixão, que transparece cada vez mais e transborda a inconveniência? Qual a galáxia que consagrará nossa união e nos permitirá retirar a essencia cinematográfica que planejamos quase por telepatia? É difícil acreditar, com tantos estranhos nos negligenciando...Quais os olhos que nos enxergam? Quais são os nossos olhos? Em cada palavra escrita, sinto mais clara a vontade de te tomar como minha. Sei que este desejo, esta dúvida, esta ansiedade não é exclusiva minha. Mas dividirei divinamente seu tenro amor. Escancaro a partir de hoje este angustioso sentimento. Todos irão saber, vão nos martelar e nos cuspir, mas esse triângulo mais que amoroso já sabe suportar e divinamente, saberemos que a vida é curta para chorar, mas longa o suficiente para tentar*...
*March Of Time - Helloween