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Volumes

E eu áudio. Áudio e fala. Áudio e escrita. Os dois audios simultâneos.
Brincando de volumes. Tentando aumentar a escala da percepção. Eleva-se a distração dos pensamentos.
Audios inócuos.
Recheados de conteúdos vazados. Ricos. Mas são audios. Era do singular a essência.

Coisas com destinos, voltam de onde vieram

Para que ouvir os escandalosos,
Para que falar com os mercadores,
Para que beber com os sonhadores,
Para que sonhar com os andarilhos,
Para que sobreviver com os capitalistas,
Para que compartilhar com a sociedade,
Para que especular com os contemporâneos,
Para que rir dos maldosos,
Para que criticar os desdenhados,
Para que aconselhar os maus inspirados,
Para que chorar pelos normais,
Para que brindar aos loucos,
Para que cantar aos mestres,
Para que escrever aos tontos,
Para que tocar aos pagãos,
Para que energizar os devassos,
Para que filosofar à juventude,
Para que sobreviver com os acomodados,
Se posso apenas viver com você.

João Rafael
14/03/08

Da poética sentada

Tanta música pra escrever, tanto texto pra musicar.

Quanta dor ocilante, tanto ser estático.

Sintetético o bastante pra não sair do programado lugar.

O de ficar sentado vendo o tempo passar.

E achando ruim não ter mudado o que já hava pensado em mudar.

É retrabalho repensar?

Pouco tempo é muito pra cabeça vazia.

Vácuo esquizofrênico.

Dor, metade do necessário para passar pela vida.

Degustar

Pisar nas lágrimas das uvas
Acalantar o ardente perfume do sal
Esverdecer a névoa taciturna
Borbulhar dicionários vencidos
Segure-se no cheiro de si
E não voe como balões
Interprete suas vontades
São inversos ao caminho
Para que cabelos melados ao chão
Quando podem permanecer em vossa cabeça
Reduto de contrários
Panela de pedra
Tempero de sua alma

Da passagem


Saudades
De avião
De ônibus
De Ford Ka
Alemanha
Caretas
Abraços
Não mais simples abraços
Complexos
Incompreendidos
amor
despedidas
todos os dias

Ser corpo

Ser corpo, ter medo da morte
Saliento momentos passados da vida
Repete-se a dose de incógnitas
Dói na barriga sem cócegas
Do frio, pontas de vazio
Agudas fincadas de sede por algo
Inadiável e imperceptível
Execro a impossibilidade
Coço alérgico de ócio improdutivo
Pode produzir olhares
Milhares de rouquidões
Mudança é peso da sequência
Não opto por esperar
Por isso, me alaga a incerteza da alma

Da arte e seus esconderijos

Pessoas...Muitas pessoas...
Barulho. Ode ao silêncio.
Irreal, inteligível.
Verdade, coerência e adaptação do eu.
Eles se diferem e se imitam.
O sub, mundo real.
O conservador, falso ser. Inexistente.
Nada é o que o conservador faz parecer ser.
O mundo é da arte.
Cospe nas costas dos ridículos e despreza sua aceitação.

pelo o Que

Escrever-te é tirar da sua mente minhas palavras.
É tirar qualquer hipótese linguística de seu pensamento.
É evitar que compreenda algo além do ser. Ser é viver.

isto é um assobio?

Não é desta brisa que eu estava falando.
Mas ignorantemente faça o favor de rodopiar.
Isto seria algo sobre leveza.
Mas se tornou algo sobre o calor.
Ou ainda seria algo sobre a leveza?

Minutos


Como pensaram: As vidas são compostas de momentos.

Como sempre copio e repito: De ruins, nos quais espelhamos futuras ações e daqueles bons que colecionamos. Colecionamos de maneira única, a ponto de chegarmos a duvidar dos próprios fatos.

Realmente aconteceu? Eu fiz isso?
Como em álbuns, figurinhas ficam amarelas no nosso organismo.
Na cabeça, frivolidades passam ser prioridades repitidas.
Mas quem somos sem os momentos compostos de vida?

Decido ficar com todos eles. Não mais os descarto. Nem os novos, nem os velhos.



E é dos novos que necessito falar. Das tantas viagens especiais deste ano. Da última fantástica aventura virtual em que me meti. Da cidade viva que suguei de seus ares. Da maravilhosa bailarina que conheci.


Como sempre escutam: Façam, vivam, corram, não desperdissem seu tempo...arrisquem...

Como repito de boca cheia: Arrisquem. Corram, não desperdissem seus minutos. São taciturnos quando negligenciados. São seus lábios abertos quando vividos.


Bailarina, quantas valsas sonhadoras, quantas honras em boleros e quantos forrós presenciados pelas mãos!! (E uma única rebolada em plena Paulista!).

Como sempre acontece: Anciedade. Felicidade. Angústia. Peito aberto. Sorrisos

Como sempre faço: Necessariamente nesta ordem.

caminhos


Caminhos distintos,

No início, só inícios

Sobre pérolas temporais,

Brilhos dos olhos com confiantes

Confiáveis e brilhantes,

Pertos, distante

Proximidade alheia,

Sensibilidades, ironias da vida

Vida de alegrias,

Indecisos cordões

Abrem alas para o leigo,

O vital momento de ser

O tempo todo

dois








Estou em um dia par. Em um dia duplo. Em um dia de dois.





Não é o que está passando pela sua cabeça.





Estou na segunda parte do dia.





Estou no segundo dia após uma grande festa.





Estou com duplo sentido em relação a isso.





Estou a dois dias dos meus 22 anos.





Duas felicidades e duas preocupações.





Uma anula a outra.





É a hora que chego em mais um dia insosso.





Dividido em dois sentimentos apenas.





A vontade de um auto concentração em algo com sentido.





E a vontade de ter duas alegrias no peito.





A minha e a de uma outra metade.





Acho que estou na metade da minha vida.





Uma metade em preto e branco.





Que precisa de um complemento color.

hora livre, hora livro


Acostumado ao designio das pernas doces,

Não me acalentava com sensações libertas,

Realidade que me entorpece,

Mas não é inventada.


Por hora, ver-se-á o frio de dentro para fora,

Que gera algo de carater estranho.

Será que sim? Pode acontecer de ser simples os tortuosos caminhos das escolhas?

Aberto a ponto de ser encorajador

Jogue uma e jogue tudo


Realidade ou não, nada mais tenro

Que um abraço em seu sopro

E um beijo em seu assovio

Doravante


Escrevo-te de outra vida, pois estou morto de desgosto.

O papel é de matéria extraterrena, pois não existem mais árvores.

O papel está colado na parede, em branco, para uma emergência.

Escrevo-te com as pontas dos dedos, como se tocasse piano.

Cada letra é uma nota silenciosa, as suas junções são campos harmônicos.

Decidem o bem querer, a desilusão e a distância feliz.


Não existo mais. O que vê é a sombra do que sempre quis e nunca acreditou.

A felicidade é o que você não entende.

Escrevo-te imóvel, pois o frio de meu peito, congelou o resto de meu corpo.

Cabisbaixos, meus olhos pingam pelo que é cinza.

Não mais respiro, pois só sentia o odor de sua alegria.

A poeira esverdeada sobe em minhas narinas como formigas se protegendo da chuva.


Nada mais tenho. O que acha em minha antiga morada, deve ser comido pelas traças.

Se lhe perguntarem quem eu fui, diga que não me conheceu, pois esta é a verdade.

Não chore agora, causam náuseas em passeios gramáticos.

A democracia é virtual, só ela agora, consegue fazer-te ouvidos.

Pense bem em querer remeter essas linhas, pois as respostas que deseja estão nas suas.


Tenha paciência para repertir este contato, irá fazei-lo pelo resto da vida.

Só cresceu o que plantaram em você, nunca mordidas revigorantes lhe antenaram.

Escrevo-te mais uma vez, da morte, porque agora sei o que acontece.

Não procure sossego em um palheiro.

E não pense que não irá olhar em minhas retinas. Porque você não percebe minha morte.

Escrevo-te quase implodindo de constança, porque agora conheço o valor de uma tempestade.



Uma imagem

Estive em desatino para postar-me.
Cada dia que passa um letra em um bar, faz sentido maior.
O que me convem é uma imagem.
Ela não possui representação imponente, uma similar sinestesia.
Fiasco seria um a tentativa de improviso para esta cena.
Então por falta de haveres, coloco-a.
Estás diante de vossos olhos.
Tem cores, cheiros, espamos e calor.
Agora sim, um dia esta poderá ser substituida.

bate volta

Muda
Acorda
Escuta
Anda
Moto
Feira
Música
Sensorial
Caminha
Seca
Derrete
Dorme
Fusca
Banho
Fotos
Reencontra
Conversa
Dança
Sofá
Sono
Fim do final de semana

eu, o gosto e todo o resto

Eu gosto de trailers.
É como uma nova obra, um reflexo por de trás da luz. Se mal feito, o filme perde sentido antes da hora, se bem feito o filme ganho atributos fora da cena.

Eu gosto de liberdade. O tempo todo. Nada mais me convém senão meus passos.

Gosto de mudar. Mudar de rosto, de cabelo, minhas expressões, meus sorrisos, meus pulos, minhas danças. Mas que tudo mude por si só. Natural, pois assim, me sinto representado pelo meu corpo.

Gosto mais do que deveria de músicas. Gosto de ouvi-las através da alma, dos cheiros, dos sabores, das cores dos toques e das texturas.

Passo uma manhã com trailers, pela liberdade e vontade de mudar pela não mudança. Gosto de fazer filmes, de criar, de escrever e principalmente de pensar.

Gosto de passar a maior parte do mundo rindo e feliz.
Gosto de transmitir segurança e confiança. Gosto de ser confiável.
Gosto de simplicidade. Gostaria de ser mais simples. Gostaria de voar.

Sair por ai sempre que preciso, sem precisar de aguardar o relógio.
Gosto de passar tempo com minha familia, com meus amores. Gosto de amar o tempo todo.

Gosto do som dos pássaros e dos finais de semana. Gosto de fotografias. São minha vida. Guardam coisas do jeitinho único e especial. Sem nada poder alterá-las ou ferí-las por raiva ou por desprezo. Não conseguem machucar as fotografias.

Não gosto de machucar nada nem ninguém.
Eu gosto de acreditar. Gosto de me empolgar com tudo.
Gosto te ter esperança e de desacreditar no real.
Gosto de pensar em campos, amores e sossego.
Eu gosto de filmes.

Uma história sobre viajens e amizades

Acaba quando ainda nem começou,
Comer aqui, tem gosto de mar,
E outro mar de maré tenra,
Tem me esperado,
Teima montanhas,
Montantes amigos,
Entre o tempo do lado ao outro lado

Eurapo, uma senhora velha,
Afundada em suas glórias e conquistas,
De sentimento frio, de pouco amores.

Um senhorio Brasilis,
Com tantos calcanhares de Aquiles,
E dono das solas dos teus pés

Começa o que não acaba,
A cada um, vários,
Várridos rios, recortes,
Barbas e bigodes,

Europa me ensina sobre a saudademas
Não a conhece mesmo depois de anostal senhora
Insiste em explorar aqueles
Que atravessam oceanos

Por hoje quero que minha pátria me abracesentir teu calor,
perder-me em teu sorrisoesquecer
tuas injustiçascelebrar teu povo

Golas curtas em frios,
Rostos sem brios,
Listas e botões,
Sabores de sim e nões

dores e laboresamores
caídos em solo auriverdepecados
alimentados pelo horror

Volto porém,
Aquem, sempre fico,
Rico de viagens,
Andei com minhas mentes,
Sem sair dos meus pés.


Intercâmbio poético por João Rafael e Lucas Pereira

Brasil/Portugal

Para distâncias

Quando te apertar
Lembre de mim,
Quando nos vimos pela primeira vez

Quando se confundir
Lembre da primeira conversa,
Onde percebemos os olhares

Quando quiser chorar
Lembre que sabiamos de nós,
Que nos veriamos novamente

Quando quiser rir
Lembre de tanta afinidade
Cômica e divertida

Quando me ver de novo
Me faça ver o quanto
Nos completamos

Quando partir
Me faça te esperar novamente
E quando voltar, fique por perto

se há alguma desculpa

Se existiu um motivo convincente, se há alguma desculpa, se o dano é grande, não sei...
Se tenho o porque falar, se irá escutar-me atentamente, se quiser ver, não entendo...
Sei que faltei, falhei, não fui,
Sei que não esqueci, não evitei, não despreocupei,
Sei que se foi proposital, se foi exarcebo, se foi jeito,
Acreditei, sensibilizei, me emocionei,
Peço perdão, desculpas, licença,
Para falar o que não foi dito,
Para te ver passar mais uma estação,
Para ouvir-te esbravejar.
Você é o que parece ser, é o que sua idade nunca representou,
É o inverso cotidiano, é a maneira clássica, pouco costumeira para os mudernos, os modais.
Na primeira estação que encontrei, jamais quis sair,
Nas futuras estações sinto-me dentro, parte amalgamada, o cheiro longe de doces narinas.
É a sua virada, histórica, lendária, mitológica,
Estarei presente, e viverei para contar esta história.
Meus sinceros beijos, em cada pedacinho, agora completos pelo tempo, unidos ao ancião terra.
Feliz 18....