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Outros tempos

Viajei por textos antigos, da época que internet era nula em casa. Quando fazia mágica para postar alguma coisa. Fiquei impressionado. Como as coisas mudam....Percebi a queda de qualidade dos textos, a ausência de crônicas do dia a dia e até mesmo a falta que uma boa ilustração faz. E agora é só plugar uma coisinha e plim! On line!

Eis um novo desafio: Dar continuidade ao que me fazia tão bem. Mesmo que passasse batido e a visualização se tornasse única. Até isso é intrigante.Como me faz bem estes velhos textos....Contextualizam tantos diversos. De minha parte, da interação, da unidade, flexibilidade, da licença....

A verdade que bateu a vontade de "re-postar" muita coisa. Não.
Que esteja aberto aos olhos atentos...Será um presente à estes. Não poderia ter nome melhor o click que leva às páginas antigas......

Uma história sobre viajens e amizades

Acaba quando ainda nem começou,
Comer aqui, tem gosto de mar,
E outro mar de maré tenra,
Tem me esperado,
Teima montanhas,
Montantes amigos,
Entre o tempo do lado ao outro lado

Eurapo, uma senhora velha,
Afundada em suas glórias e conquistas,
De sentimento frio, de pouco amores.

Um senhorio Brasilis,
Com tantos calcanhares de Aquiles,
E dono das solas dos teus pés

Começa o que não acaba,
A cada um, vários,
Várridos rios, recortes,
Barbas e bigodes,

Europa me ensina sobre a saudademas
Não a conhece mesmo depois de anostal senhora
Insiste em explorar aqueles
Que atravessam oceanos

Por hoje quero que minha pátria me abracesentir teu calor,
perder-me em teu sorrisoesquecer
tuas injustiçascelebrar teu povo

Golas curtas em frios,
Rostos sem brios,
Listas e botões,
Sabores de sim e nões

dores e laboresamores
caídos em solo auriverdepecados
alimentados pelo horror

Volto porém,
Aquem, sempre fico,
Rico de viagens,
Andei com minhas mentes,
Sem sair dos meus pés.


Intercâmbio poético por João Rafael e Lucas Pereira

Brasil/Portugal

Anjo da guarda

Eu achava que tudo dependia de você. O centro estava ali, a referência de um bando de orfãos de anjos da guarda. Você chegara para resolver o problema de todos. Sabiamos o que fazer e se não sabiamos, tinham certeza de onde encontrar. Manter a vida como uma roda, é coisa sua, feita com tanta precisão e beleza que causa ódio e amor, sempre ao mesmo tempo. Mas aceitá-la assim, é a única forma de desempenhar meu papel, que só agora o confirmei. Este papel na verdade não é apenas meu, é de vários. Mas todos devem se posicionar em sua roda, para acontecer. O papel que era pra ser seu, minha querida, assumo sem muita habilidade, mas estarei por perto, atrás, para te ver, te sentir, te ouvir e te entender. Foi em sua primeira exposição, que descobri que tudo sempre foi a sua grande exposição e que ninguém põe a arte na vida e nem vive a arte melhor que você. Saramago, no livro “O conto da ilha desconhecida” disse que "Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar”, trecho que descobri em um dos blogs que costumo ler, sem ser percebido. Me inspira a simplesmente te gostar.

se há alguma desculpa

Se existiu um motivo convincente, se há alguma desculpa, se o dano é grande, não sei...
Se tenho o porque falar, se irá escutar-me atentamente, se quiser ver, não entendo...
Sei que faltei, falhei, não fui,
Sei que não esqueci, não evitei, não despreocupei,
Sei que se foi proposital, se foi exarcebo, se foi jeito,
Acreditei, sensibilizei, me emocionei,
Peço perdão, desculpas, licença,
Para falar o que não foi dito,
Para te ver passar mais uma estação,
Para ouvir-te esbravejar.
Você é o que parece ser, é o que sua idade nunca representou,
É o inverso cotidiano, é a maneira clássica, pouco costumeira para os mudernos, os modais.
Na primeira estação que encontrei, jamais quis sair,
Nas futuras estações sinto-me dentro, parte amalgamada, o cheiro longe de doces narinas.
É a sua virada, histórica, lendária, mitológica,
Estarei presente, e viverei para contar esta história.
Meus sinceros beijos, em cada pedacinho, agora completos pelo tempo, unidos ao ancião terra.
Feliz 18....

O domingo, os altos e os baixos

Tudo terminou com uma carona. Chegamos em casa bem, eu e minha irmã, que conheceu pela primeira vez, como vive a noite ou como se vive na noite belorizontina, animada, bela e bem colorida musicalmente.
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Antes da Carona, assistíamos ao eletrizante e grave show do Nação Zumbi, levantando todo festival do conexão vivo, no parque municipal. Particulamente, foi o melhor deles que fui, pois ainda não tinha escutado ao vivo o CD que mais gosto sem o Chico; o novíssimo fome de tudo. Lúcio Maia foi desconcertante.


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Antes do show, circulavamos pelo parque, eu, Marcela e a Júlia, uma irmã de sangue e a outra de consideração, mas as duas do coração. O banheiro era distante, o caminho estava cheio demais, mas em tamanho festival e de tanta importância cultural, não é de se queixar. Estavamos ao lado de uma barraca de cerveja, isolada das demais, próxima do palco e com uns caras muito engraçados, tentando recuperar o prejuízo pelo ponto comercialmente pouco estratégico. Ainda assim, achei ótimo o lugar que eles escolheram, inteligente e bem lucrativo. A barraca ficava a frente do camarim. Dupeixe assistia aos shows anteriores bem tranquilo, do lado de fora, cercado de garçons e técnicos que iam e vinham.




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Antes de circular, encontramos muitos amigos e conhecidos, aliás, as caras são as mesmas, acho que todos se conhecem de vista, de shows, apresentações, bares e esquinas da cidade. Eu encontrei uma velha paixão, que nunca saiu da minha cabeça, mas a reação ao vê-la com outro, foi menos dolorida do que imaginei um dia. Encontrei uma nova paixão, a conheci recentemente em um show do Vishna, mas minhas expectativas superam os momentos, então talvez tenha me precipitado.




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Antes dos amigos, uma amiga, a Júlia me convencia pela segunda vez a ir ao show, pois estava recioso do perigo de levar pela primeira vez, minha irmã de 16 anos, para o mundo.




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Antes da Júlia, assitia ao jogo decepcionante entre o Atlético e o Cruzeiro. Estava em casa de cruzeirense lotada e, mesmo não superticioso, não faço isso mais.


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Antes do jogo, tomei umas cervejas com o Salgado, na companhia da Tati, da Marcela e do Bim, que me convencia pela primeira vez a ir no conexão.


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Antes passamos em uma pseudo-reunião do Fórceps, que não aconteceu por falta de integrantes.


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Antes fui ao pseudo-ensaio do Normélia, que não aconteceu devido à ausência do novo baixista, Dumbão.




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Tudo começou com muita dificuldade para levantar, o sono ainda pairava em meus olhos e a gripe da noite anterior, quase recomeçou.


relembrando (quase) os velhos tempos

Depois de ter passado em meus ouvidos diferentes ruídos, provisórios sons, novas e velhas composições, é que cheguei à abertura musical que tenho hoje e à vontade de a cada dia, conhecer um novo projeto sonoro. Mas nunca gostei da idéia de abandonar, rejeitar ou até mesmo odiar aquilo que um dia encheu as caixas de meu rádio. É só questão quantitativa na verdade. Infelizmente não há como sempre ouvir tudo o que queria, falta tempo, clima e ambiente.

Logo no início da semana, tomei nota de um evento que me encheu o peito de vontade para comparecer: O show de duas bandas que me deliciei lá pelos meus...15 anos. Helloween e Gamma Ray, juntas, em Belo Horizonte. O famoso, rápido e melódico power metal me chamou atenção novamente. Confesso que já não tenho tanto tesão pelo ambiente, porém, ainda tenho muitos amigos no meio. A dúvida me bateu: Será que vou? Valerá apena? Relembrei de velhas canções, os climas e as belas melodias que o estilo possui. Cantei algumas delas. O show também não será barato (o que dificulta minha opção por ir), todavia, penso muito na possibilidade. Claro, não baterei cabeça, não irei totalmente de preto ou com a cara toda pintada, com adereços que na verdade nunca fui muito fã. Mas no meu cantinho, tenho a certeza que vou sorrir feliz, por fazer presente em minha vida atual, o que me ajudou a hoje, ouvir do metal forte e sem fronteiras de Oceansize, ao jazz tradicional, ao samba e aos barulhos regionais.

Então...

E Sun Tzu, eternizado, conclui e deixa claro, na Arte da Guerra que, se conhecer é a base do sucesso, da vitória. Neste momento da minha vida, sinto o quanto é difícil estar em reflexão de auto-conhecimento. Quem sou, o que vale a pena? Se algo vale a pena, me incomoda, intriga e ainda assim, sou capaz de seguir a vida, ou "colocar o carro na frente dos bois" sem nem mesmo ter planejado, ou imaginado onde isto vai me levar. Afinal, planejar é mesmo necessário? Não consigo fazer jus tal matéria, que provavelmente (prevendo por lógica) nesta quarta irei me sair mal. Burrice, falta de atenção, dificuldade acadêmica? Não, apenas visão distinta, incompatibilidade de idéias, crenças inexoráveis...Mas então, porque ainda insisto em me confundir? Talvez porque este é o sentido da vida, a sequência. Se encontrar talvez seja se perder de vez. Contemporâneamente é inviável me colocar como desejei um dia. Seria radical. Ainda acham radical Tom (Yorke) se negar a viajar de avião, pois partindo do princípio levantado, outras formas de protesto e de abstinência seriam plausíveis e consequentemente praticáveis pelo mesmo. E dai? Do que estamos falando afinal? qual o verdadeiro problema? Estamos brincando de Deus, tentando problematizar pra depois nos vangloriar do pseudo-sucesso...E porque ainda sim me refiro como "nós"? Passarei mais uma vez como pouco embasado teoricamente, mas fazer o que? É a consequência para quem optou por voltar as costas para aqueles que ainda tentam me convencer de que o mundo é dos que estudaram, dos que teorizaram, dos que escreveram, dos que pesquisaram, sem ferir a lógica, sem questionar o seus antecessores ( sem hipocrisia!) e negligenciando a única coisa que o homem criou e é (foi) capaz de reger sem se corromper: o amor.

Crenças de maio

O importante é que alguma hora vamos deixar as angústias vazarem e a hora trincará.


Vamos escolher parar de perder tempo e começar a ganhar vida.


O que achamos distante é natural, o complicado é manter rotinas de frivolidades.


Os sonhos são reais, está tudo ali.


O instinto animal é é um bicho que precisa de ar, se alimenta de inspiração e se semelha às belezas percebidas.


Enquanto mantiver o peito fechado, ele não entrará.


O passo agora é deixar o saudoso futuro que o presente quer falar. O que ficou para trás vai ser entendido, pois ele não é um incomodo, é você que não ouviu o agora e o eco então ficou mais alto.

os que não são nossos



A saudade, sentimento abrasileirado, apimentado e tingido, tem me causado muitas disfunções. Sentimos fora de hora, fora de cena, fora do contemporâneo e erronêamente fora até do ciclo de pessoas que nos são queridas. Confundo ao me amalgamar aos conceitos de saudade e de pessoas queridas. Ora, afinal, se sinto saudades, logo são queridas estas pessoas. Como posso sentir aquilo que ainda não vi, ou que jamais vivi... Ou simplesmente idealizei. Sou um sonhador, um invencionista utópico, tentando criar interpretações para um possível vida feliz, um mundo quase fantástico. Pessoas que quando caio no infeliz real, percebo que nem ao menos aprendi sobre os seus gostos básicos, seus interesses ou até mesmo se fui assunto interessante para elas. Vale apena sentir este real? Prefiro a ilusão de grandes amores, maravilhosas pessoas, sonhos calorosos. As fotos de um juventude que esteve longe de mim e ainda assim, creio em uma aproximação um dia desses e ser também, tema contagiante para essas imagens, desconhecidas mas verdadeiramente empolgantes, vivas. A saudade é cor clara, que nos ofusca sempre, as vezes rigida como um punhal, as vezes refrescante como uma gelatina. Sinto vontade de morder a saudade, agarrá-la pelos dentes e fazer dela um guia feroz para o outro lado: o reencontro, a satisfação, o amor novo. Ela é como um mutante que ao te contaminar, cria tentáculos que ao corte de um, cria-se o dobro. O irreal se faz presente mais que o real. O real não te deixa saudades, apenas aprendizados, as vezes magoas e infinitas ligas siamesas de afeto tenro. O incrível, é que a saudade irreal, imaginária, não para de crescer, de me consumir, de me enganar, de me fazer sacrificar gloriosos minutos, apenas refletindo porque não estou lá e cá, bem e bem quisto.

Agora a tarde estou bem... mas a noite, quando a insônia que não me pertencia tomou conta de meu quarto e agitou meu sono, me senti apenas angustiado. Até de manhã. E ao bater dos primeiros raios de sol em minha janela, a tontura nauseante, me lembrou as ressacas do nobre Rodion Românovitch Raskólnikov, ou Ródia, para os íntimos. Não era o álcool nem mesmo alguma ressaca comum. Não costumo me ressaquear. Acordei e tomei logo um banho gelado, refrescante, abençoado, energizador. Mas era seis da manhã. Agora estou bem, acumulado e esperando a hora que diz onde tenho que ir*. Sensações sinestétas, claro. Lembro-me deste potencial imbutido nas minhas percepções. Saio mais cedo. E a noite nem imagino como estarei. Esta confusão começa a me parar de doer e abro-me para que esta seja a graciosa magia da minha vida.


*onde tenho que ir - nação zumbi

quem sabe....quem sabe.....

Ah minha querida e doce Normélia...Esperei tanto tempo para encontrá-la...Será que é agora o nosso momento? Sérá que toda sinuosa purpurina musical, cairá e colorirá nosso romance? Normélia, quem irá entender essa paixão, que transparece cada vez mais e transborda a inconveniência? Qual a galáxia que consagrará nossa união e nos permitirá retirar a essencia cinematográfica que planejamos quase por telepatia? É difícil acreditar, com tantos estranhos nos negligenciando...Quais os olhos que nos enxergam? Quais são os nossos olhos? Em cada palavra escrita, sinto mais clara a vontade de te tomar como minha. Sei que este desejo, esta dúvida, esta ansiedade não é exclusiva minha. Mas dividirei divinamente seu tenro amor. Escancaro a partir de hoje este angustioso sentimento. Todos irão saber, vão nos martelar e nos cuspir, mas esse triângulo mais que amoroso já sabe suportar e divinamente, saberemos que a vida é curta para chorar, mas longa o suficiente para tentar*...
*March Of Time - Helloween

Livros


Não dava para ler em hora nenhuma, a imensa bibliografia indicada ( exigida ) pelos professores para esse tão trabalhoso projeto experimental. O desespero e o peso na consciência me fez pegar todos eles. Só para transferir o peso da cabeça para a mochila. Então me conformei e entreguei para os céus. Mas ai, numa manhã chuvosa ( hoje ) entro na biblioteca da faculdade, dou algumas voltas e o que faço? Pego uma penca de livros ( nenhum deles relacionados com minhas obrigações acadêmicas ) para ler em um universo paralelo. Nem eu sei onde é. Vai entender..
Ps: Pelo menos volto ao meu plano antigo de ler todos os clássicos possíveis.
(Admirável mundo novo)